terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Divulgação da Feira

No dia 28 de Fevereiro de 2012, aconteceu um encontro na “Escola de Governo”, elaborado pela equipe de Formação da Secretaria Municipal de Educação de Sinop com os coordenadores das escolas municipais. A direção e os Formadores da Área de Ciências, Matemática e suas Tecnologias do CEFAPRO aproveitaram o momento para divulgação do Projeto da Feira de Ciências. Um dos principais pontos apresentados foi o Regulamento da Feira e o Projeto que tem com objetivo desenvolver trabalhos interdisciplinares nas escolas, promovendo conhecimento e iniciação científica. Os três (3) trabalhos selecionados na Etapa Escolar participarão da Etapa Municipal, onde a Comissão Organizadora selecionará três (3) trabalhos municipais que representarão Sinop na Feira Estadual. Com essa iniciativa esperamos que as Escolas Municipais participem efetivamente desta proposta para divulgarmos no Município e no Estado nossas ações educativas.

Regulamento da Feira


FEIRA DE CIÊNCIAS DO MUNÍCIPIO DE SINOP-MT/2012

A  Feira de Ciências Municipal/2012 pretende incentivar os educandos a se tornarem pesquisadores autônomos a partir de uma vivência investigativa e apresentar o resultado na Feira Escolar e na Feira Municipal. Os projetos/trabalho selecionados na Feira Municipal serão apresentados na VI Mostra de Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso.Os termos e condições de participação estão expostos no Regulamento.
Leia o regulamento completo...

Projeto da Feira

O projeto Feira de Ciências tem como objetivo promover atividades de iniciação científica nas instituições de Educação Básica do município de Sinop, incentivando alunos e professores a planejar e executar trabalhos científicos que possam ser apresentados à comunidade na feira de ciências
municipal, possibilitando aos alunos a oportunidade de construir seu conhecimento de
forma interdisciplinar, criativa e contextualizada. Leia o Projeto na integra...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Escola Sustentável

A publicação  “Criando Habitats na Escola Sustentável” de Lucia Legan, vem colaborar com o "Projeto de Intervenção Ambiental no contexto da formação continuada:possibilidades na interface entre a permacultura e a escola sustentavél" realizado pelo CEFAPRO/Sinop na Escola Estadual Maria de Fátima Gimenez Lopes.
Leia o Livro do Educador... 
Leia o Livro de Atividades...


Entrevista com Francisco Imbernón

Francisco Imbernón fala sobre caminhos para melhorar a formação continuada de  professores

  

Levantar propostas para melhorar os programas voltados à formação continuada de professores é o principal foco das pesquisas de Francisco Imbernón, doutor e mestre em Filosofia e Ciências da Educação e catedrático de Didática e Organização Educacional da Universidade de Barcelona, na Espanha. Em entrevista concedida por e-mail a GESTÃO ESCOLAR, ele defende que o salto de qualidade depende necessariamente de o trabalho em equipe se tornar de fato colaborativo. Cabe às administrações públicas - no caso do Brasil, as secretarias estaduais e municipais de Educação - oferecer apoio concreto às unidades escolares para que uma verdadeira revolução ocorra na atuação dos professores.
"Os docentes devem se assumir como protagonistas, com a consciência de que todos são sujeitos quando se diferenciam, trabalham juntos e desenvolvem uma identidade profissional", diz Imbernón. Nesse sentido, é natural que o papel dos coordenadores pedagógicos também seja central. Cabe a eles ajudar as respectivas equipes a refletir e encontrar soluções para as situações-problema do cotidiano da sala de aula - o que, por sua vez, vai fazer com que o caráter individualista atribuído à atuação docente caia por terra definitivamente.
Quais são as características de um bom programa de formação de professores e o que é essencial para que ele cumpra seus objetivos?
FRANCISCO IMBERNÓN
Em primeiro lugar, a formação em serviço requer um clima de real colaboração entre os pares. Quem não se dispõe a mudar não transforma a prática. E quem acha que já faz tudo certo não questiona as próprias ações. É preciso também que a escola ou o centro de capacitação tenham uma organização estável - baseada em alicerces como o respeito, a liderança democrática e a participação de todos - e aceite que existe diversidade entre os educadores, o que leva a diferentes maneiras de pensar e agir. Além disso, é fundamental ter um auxílio externo consistente. Boa parte das propostas formativas é promovida por administrações públicas. É óbvio, mas nem por isso menos relevante, que as pesquisas apontem que o apoio efetivo às escolas é mais importante do que boas intenções ou palavras em documentos - sobretudo quando é preciso assumir riscos relacionados à experimentação. Nos momentos de planejamento, execução e avaliação dos resultados, os órgãos administrativos precisam ouvir os envolvidos. Afinal, os educadores só mudam crenças e atitudes de maneira significativa quando percebem possibilidades concretas de repercussão no processo de ensino e aprendizagem. Se enxergam benefícios para os alunos e para a forma com que exercem a docência, passam a pensar a formação como um ganho individual e coletivo, e não como uma agressão externa.
No livro Formação Continuada de Professores, o senhor fala sobre uma transformação no papel docente - de objeto a sujeito das atividades formativas. Promover essa mudança também deve fazer parte dos objetivos de um bom programa?
IMBERNÓN
Sem dúvida. Muitas vezes, os docentes são condenados a ser objeto de um planejamento dirigido a professores e professoras sem identidade profissional - ainda que ela exista, muitas vezes não é reconhecida com suas características, valores, peculiaridades e práticas sociais e educacionais. Desse modo, é comum que uma pessoa, supostamente detentora de mais conhecimento, doutrine os colegas. No futuro, espera-se que isso não seja o predominante e que os docentes se assumam como protagonistas, com a consciência de que todos são sujeitos quando se diferenciam, trabalham juntos e desenvolvem uma identidade profissional. Trata-se de uma alternativa que aceita a subjetividade como um elemento de peso na forma de ver e transformar a realidade social e educacional e a capacidade de produzir conhecimento.
Como devem agir os coordenadores pedagógicos a fim de colaborar com essa troca de paradigma?
IMBERNÓN
Pouco a pouco, cresce a consciência de que é preciso ter um modelo formativo mais reflexivo que contemple práticas colaborativas. Isso é essencial para criar espaços de aperfeiçoamento, inovação e pesquisa nos quais sejam analisadas as dúvidas individuais e coletivas dos professores. Cabe ao coordenador ajudá-los a superar esses obstáculos e encontrar as saídas mais adequadas para cada desafio. Isso porque só há uma mudança real quando os docentes encontram soluções para as situações-problema que enfrentam na sala de aula. No futuro, haverá mais demanda de coordenadores que contribuam para o diagnóstico de problemas, em conjunto com suas equipes, do que solucionadores externos. Mudanças profundas só acontecerão quando a formação deixar de ser um processo de atualização, feito de cima para baixo, e se converter em um verdadeiro processo de aprendizagem. Isso implica ter uma visão diferente do que é o aperfeiçoamento e de qual é o papel docente, além de uma nova metodologia de trabalho. O coordenador pode transformar o cenário atual: da busca por um ensino eficaz mediante técnicas didáticas deduzidas de princípios gerais para uma reflexão que considere o desenvolvimento dos alunos e do professor e promova relações sociais igualitárias e justas em sala de aula. 

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